Sebastião Salgado

 

Assistir “O Sal da Terra” foi uma experiência bem marcante. Adoro documentários, e depois desse assisti outros sobre o Sebastião, e algumas entrevistas mais longas. É impressionante como as fotos são apenas uma pontinha do iceberg. Me impressionou muito a imersão em cada projeto, meses, anos. A história de vida é bem interessante, o momento em que descobre a fotografia, como é claramente uma paixão, algo que ele se dedica, e ainda assim demora alguns anos pra encontrar dentro dela o que realmente gosta. Foi fotógrafo de casamentos, de esporte, de eventos e foi testando de tudo até descobrir seu elemento.

Alguém que se reinventa a cada projeto, que tem uma noção de meio ambiente, antropologia e mundo que acho absurdas. Falei sobre ele no texto “Arte é Quadro e Estátua”, mas achei que cabia falar de novo aqui, uma vez que foi uma pessoa que me inspirou de alguma forma. É curioso como algumas pessoas inspiram muito, são incrivelmente presentes na minha vida por meio de pensamentos e formas de ver as coisas. Conforme fui seguindo descubro e relembro pessoas que me influenciaram um pouquinho só, ou muito numa área bem específica. O Sebastião me inspira sendo mais um exemplo de alguém que segue sua bússola interna, que encontrou o seu elemento e brilhou nele, ainda brilha. Sendo alguém autêntico e mostrando que quando se dedica tanta atenção a algo o resultado vêm. Poucos diriam que fotos em preto e branco hoje em dia poderiam de alguma forma ser uma opção de um trabalho inteiro. Ou que ficar 8 anos num mesmo projeto seria economicamente viável.

Ele não só tem uma vida bem sucedida na medida em que faz o que ama e se pode avançar e aprender tudo sobre essa arte, como também dá vazão a outros interesses de uma forma incrível, como o Instituto Terra, focado em reflorestamento e educação ambiental. Ele me lembra como o mundo é grande e diverso. Isso também me inspira muito.

Foto de Escrevinhanças.