Guy Laliberté

 

Com 15 anos eu fui pra disney com meu pai, e numa noite fomos assistir “La Nouba”, um espetáculo do Cirque du Soleil. Até aquele momento circo pra mim era sinônimo de um ambiente meio ferrado, uns animais, uns palhaços sem graça e etc. Pode ter ajudado a baixa expectativa, mas lembro que sai absolutamente maravilhado com a experiência. 10 anos depois um amigo disse que estava fazendo aulas de circo e eu fui ver como era. Curti e resolvi ficar. Acabei aprendendo um pouco mais desse universo, e descobri uma série, meio documentário, da criação do “Varekai” do Cirque, chamada “Fire Within”. Fui vendo mais alguns shows do Cirque e entendi que não era sorte. Um bom espetáculo bom até pode acontecer, mas fazer consistentemente excelentes performances no mundo todo exige muito mais. Comecei a pesquisar e descobri o gênio por traz disso tudo, Guy Laliberté.

Um canadense que ainda adolescente viajou com uma trupe fazendo apresentações em troca de comida em alguns casos, e soube aproveitar as oportunidades, criar e dar seguimento ao melhor circo do mundo, o Cirque du Soleil. A empreitada foi inovadora em tantos sentidos. Ele conseguiu montar um espetáculo do que antes eram atos desconexos. Trouxe o conforto e a seriedade do teatro, trouxe música de qualidade, um arco de história que segue do início ao fim, eliminou os atos com animais, criou um espaço criativo impressionante e mostrou que é possível lucrar e fazer uma noite surpreendente. O Cirque pra mim é uma aula em diversos níveis. (O livro “A Estratégia do Oceano Azul” cita o Cirque como exemplo)

O Guy mesmo é bem interessante, foi um dos primeiros civis a ir pro espaço, tem uma real preocupação com o meio ambiente e é bem presente em projetos sociais. Ele me admira mais pela criação, pelo empreendedorismo, pela forma como a coisa foi se formando do que qualquer outra coisa. Admiro suas ações e a empresa que nasceu dali. O Cirque du Soleil me inspira, me mostra que podemos ir sempre mais longe, que é possível ser bom, ser excepcional, entreter e ser bem gerido, pagar bem a todos num mercado onde isso não era comum, ser sustentável, ser autêntico. Pesquisando sobre o assunto acho muito divertido conhecer mais esse universo circense. Admiro, nesse caso, o criador pela criação.

Foto de Escrevinhanças.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s